Apontado pelas autoridades de segurança como uma das principais lideranças criminosas do Complexo do Fonseca, em Niterói, Alex Moreira Pereira, conhecido como Drill, de 42 anos, foi posto em liberdade no dia 13 de outubro. A soltura ocorreu em cumprimento a uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro, após meses de detenção decorrente de uma operação da Polícia Militar realizada em abril no Morro do Santo Cristo.
A sentença foi emitida pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Niterói, pertencente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). Além de determinar a revogação da prisão preventiva, o magistrado absolveu Drill e outra mulher identificada como Laiane Cavalcante, que estava no mesmo imóvel, das acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, citando a ausência de provas suficientes.
De acordo com os fundamentos da decisão, embora houvesse indícios de práticas criminosas no local, não foram apresentadas provas individualizadas que ligassem os dois réus aos materiais apreendidos. O documento aponta que a acusação de que Alex seria fornecedor de drogas “não recebeu confirmação judicial individualizada” e que “não houve material ilícito especificamente ligado a eles”.
A prisão inicial de Drill havia acontecido em 20 de abril, quando ele foi capturado junto com outras cinco pessoas em uma casa situada na Travessa Santo Cristo. Conforme os registros da época, a Polícia Militar apontava o local como um ponto estratégico de comercialização de entorpecentes, onde foram recolhidos fuzis com numeração raspada, munições, equipamentos de comunicação, uma granada e grande volume de drogas, sendo todos encaminhados à 78ª DP (Fonseca).
Confrontos e retomada das operações
Poucos dias após a concessão da liberdade, a região voltou a registrar episódios de violência armada. Na madrugada de 16 de outubro, o sistema ShotSpotter registrou disparos na comunidade, resultando em uma nova incursão policial com veículos blindados que culminou na prisão de sete suspeitos e na apreensão de pistolas e entorpecentes, além de um óbito investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).
O histórico de Alex Moreira Pereira inclui diversas passagens pelo sistema policial por crimes como homicídio, roubo e associação criminosa, além de ligações com disputas territoriais entre facções rivais no município fluminense.
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Fonte: Portal Extra
