A força do engajamento popular, manifestada tanto nas ruas quanto nas plataformas digitais, foi apontada como o principal fator para a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial. A avaliação foi feita pelo senador Humberto Costa (PT-PE) durante pronunciamento realizado no Plenário.
Na tribuna, o parlamentar pernambucano lembrou que a estratégia contou com ferramentas decisivas de comunicação, a exemplo do canal de mensagens no WhatsApp “Exército do Lula”, idealizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A iniciativa alcançou a marca de 10 milhões de integrantes antes da realização do segundo turno das votações.
Sobre a atuação desses grupos na internet, o parlamentar destacou:
— Não eram robôs. Eram o professor, a enfermeira, o motorista de aplicativo, a dona de casa, o estudante. Gente que recebia uma tarefa e a cumpria, como explicar o que o governo fez, desmontar boatos e conversar com o vizinho indeciso. Uma militância digital revolucionária que transformou a internet, tantas vezes usada para o ódio, em um espaço de organização cívica — afirmou.
Além da internet, o senador valorizou a atuação presencial de diferentes gerações. De acordo com a análise apresentada, os jovens entraram com a energia e a criatividade, enquanto os eleitores mais idosos agregaram a bagagem da memória e a consciência sobre a importância da preservação democrática. O peso expressivo da região Nordeste no pleito também entrou em pauta, local onde o atual chefe do Executivo federal obteve quase 70% dos votos válidos na última etapa da votação.
Para o representante do Partido dos Trabalhadores, o ritmo de engajamento visto durante a campanha deve continuar ativo ao longo da nova gestão presidencial. Na visão dele, a conquista nas urnas não elimina a necessidade de prestação de contas à sociedade e tampouco dispensa a atuação de uma oposição focada no respeito às normas institucionais e avessa à violência política.
Encerrando seu discurso no Congresso Nacional, o senador reforçou a mensagem sobre o significado histórico do processo eleitoral:
— Não foi a vitória de um homem só, mas de um povo que se levantou, se organizou e se reconheceu. Que ela inaugure um novo tempo na democracia brasileira, porque a grandeza de uma democracia não se mede apenas pela capacidade de eleger governantes, mas pela capacidade de preservar a liberdade, corrigir os próprios erros e entregar a cada geração um futuro melhor — declarou.
Foto: Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly / Divulgação
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Fonte: Senado Federal
