Um artefato militar de fabricação chinesa foi descoberto no interior de um contêiner localizado em Port Moresby, capital de Papua-Nova Guiné. O que surpreendeu as autoridades locais e gerou grande repercussão internacional foi a justificativa apresentada pela Embaixada da China no país da Oceania, que classificou o objeto como uma simples embalagem de bebida.
Para verificar o nível de periculosidade do item, a polícia federal papua-nova-guineense encaminhou o objeto cilíndrico de 32 kg e ponta afiada para uma verificação por meio de raio-X. Conforme informações repassadas pela emissora Australian Broadcasting Corporation (ABC), um laudo oficial da polícia atestou que se tratava de um projétil de artilharia não detonado de 130 mm, especificamente do modelo “Tipo 59”, contendo carga de explosivos químicos e espoleta ativada.
Impasse diplomático e investigações
A situação provocou um atrito diplomático entre os governos, visto que Pequim negou categoricamente a saída desse tipo de armamento de seu território. Atualmente, as forças armadas da nação oceânica conduzem apurações detalhadas sobre o caso.
“É praticamente impossível que um projétil de artilharia de uso militar seja contrabandeado da China para a Papua-Nova Guiné”, declarou a Embaixada chinesa.
Embora exista comercialização na internet de recipientes para bebidas com formato similar a munições — a exemplo de itens em plástico comercializados na plataforma Etsy —, o peso e a composição diferem drasticamente do material apreendido, gerando incredulidade pública e questionamentos nas redes sociais sobre a versão oficial apresentada pelos diplomatas chineses.
Contexto geopolítico na Oceania
O incidente ocorre em um cenário sensível de disputa geopolítica na região do Oceano Pacífico, onde potências ocidentais e o governo chinês disputam influência sobre nações insulares. A área é estratégica para rotas navais e para a contenção da expansão militar na chamada Segunda Cadeia de Ilhas.
Foto: Ilustrativa/Pixabay (Banco de imagens)
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Fonte: Portal Extra
