O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso nesta sexta-feira (6), apenas um dia após deixar o cargo. A detenção do político de 47 anos ocorreu em decorrência do colapso do Ueno Bank, instituição financeira digital cuja crise resultou no bloqueio de contas e investimentos que afetam cerca de 40% dos cidadãos paraguaios.
Antes de ser detido, o Senado do Paraguai aprovou por unanimidade o impeachment de Peña, que era considerado um dos principais nomes da direita na América do Sul. A medida legislativa anulou garantias constitucionais que o ex-presidente teria direito, incluindo o foro privilegiado e a vaga vitalícia no Senado, abrindo caminho para o pedido de prisão feito pela promotoria logo após a votação.
A defesa do político informou que vai recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para contestar a validade do julgamento político, apontando falhas e nulidades no procedimento conduzido pelo Congresso.
A derrocada institucional aconteceu em menos de 72 horas após a quebra do banco digital. Peña havia sido acionista da instituição até o ano passado. O colapso financeiro envolveu a aplicação de US$ 850 milhões (R$ 4,6 bilhões) em verbas públicas, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. Com a intervenção do Banco Central devido à insolvência, quase 40% da população ficou impedida de movimentar seus saldos.
A prisão ocorreu inicialmente em regime domiciliar, enquanto o cenário político e econômico do país vizinho permanece em estado de alerta e instabilidade.
Imagem ilustrativa de arquivo. Crédito da foto: Divulgação.
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Fonte: Portal Extra
