Cerca de 350 estudantes vindos de quatro colégios marcaram presença, nesta sexta-feira (6), no Festival Cinema Acessível Kids, realizado na capital federal pelo Senado Federal. Na ocasião, o público conferiu gratuitamente a exibição da animação Divertida Mente, que contou com recursos de audiodescrição, tradução em libras e legendagem descritiva para assegurar a participação de crianças e jovens com variadas necessidades especiais.
A proposta do projeto é integrar públicos com e sem deficiência, englobando também pessoas com deficiência visual ou auditiva, para democratizar o acesso à arte e fomentar a inclusão social. Esta é a quinta vez consecutiva que o Senado chancela o evento através de uma parceria firmada com a organização Mais Criança, viabilizando o apoio de órgãos públicos e doações.
Além da exibição cinematográfica voltada a alunos da rede regular e especial, crianças, adolescentes e adultos neurodivergentes, a agenda incluiu uma capacitação destinada a professores com foco em diversidade e acessibilidade escolar.
— É sempre uma oportunidade de vivenciar essa experiência e essa convivência com as outras crianças de forma inclusiva e participativa — destacou Quézia Moreira, chefe do Serviço de Ações de Acessibilidade do Senado.
Fundado há mais de uma década, o projeto faz parte do programa Criança Esperança, levando sessões culturais adaptadas para diversos municípios brasileiros.
— É uma atividade lúdica que consegue colocar numa mesma sessão crianças e jovens com e sem deficiência. São pessoas com características diferentes na mesma sessão, com a mesma oportunidade de entendimento, de acesso e de emoção que o cinema traz — afirmou o organizador do festival, Sidnei Schames.
Na véspera do evento principal, na quinta-feira (5), a oficina batizada de “Agentes que transformam – diversidades invisíveis” reuniu coordenadores e monitores pedagógicos para discutir métodos de ensino voltados a neurodivergências e deficiências visíveis.
— A parte mais interessante foi saber do cinema acessível com audiodescrição. Temos alunos com cegueira profunda e, com esse recurso, os alunos conseguem ter uma compreensão melhor do conteúdo. Achei a oficina maravilhosa e saímos com muito aprendizado — destacou Rose Sales, coordenadora do Instituto Revitalizando, que faz parte do Caic Tancredo Neves, de Valparaíso (GO).
Foto: Divulgação / Senado Federal
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Fonte: Senado Federal
