A administração de um edifício residencial localizado na Avenida Maracanã, na Tijuca, Zona Norte carioca, estuda acionar o Poder Judiciário para banir em definitivo o lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes. O atleta acabou detido após protagonizar uma série de episódios violentos, invadir residências vizinhas e agredir violentamente moradoras durante a madrugada.
O esportista residia no condomínio há cerca de quatro anos na condição de locatário e, até então, não possuía histórico de brigas ou advertências internas. Diante da gravidade dos fatos recentes, a gestão condominial pretende garantir que ele não retorne ao local, mesmo se a rescisão por parte do dono do imóvel demorar a tramitar.
Condomínio planeja ação direta na Justiça
Segundo o representante jurídico do prédio, o advogado André Luiz Junqueira, a intenção é acelerar a exclusão do agressor para preservar os condôminos:
— O condomínio está avaliando uma ação cível para expulsá-lo. O entendimento majoritário é que há necessidade de assembleia para aprovar essa ação, mas, face o receio dos moradores de se exporem, devemos mover ação direto — afirmou Junqueira.
Caso o locador recupere o imóvel antes do início do processo cível, a intervenção judicial do condomínio poderá deixar de ser necessária.
(Crédito da imagem: Reprodução/Polícia Civil)
Sequência de agressões e pânico nos corredores
A onda de violência começou no próprio apartamento de Lucas, onde ele iniciou discussões com gritos e atitudes descontroladas. Na sequência, o agressor passou a forçar entradas nas demais unidades e verbalizar ameaças de morte contra os residentes. Diante do perigo, uma família precisou fugir às pressas utilizando a escadaria de emergência.
Desgovernado, o atleta conseguiu acessar outra habitação e espancou uma idosa de 65 anos, que sofreu ferimentos e precisou de atendimento médico hospitalar. Uma terceira residente tentou intervir ao escutar o tumulto, mas foi interceptada pelo agressor no elevador.
O circuito interno gravou com precisão essa última agressão: por volta de 1h10, o homem encurralou a vítima e aplicou cerca de 30 golpes — intercalando socos, cotoveladas, tapas e manobras de esganamento ao longo de três minutos ininterruptos. Posteriormente, ele foi visto cambaleando sem roupas pelo hall de entrada.
Investigação policial e decretação da prisão
Inicialmente conduzido à Central de Flagrantes logo após os ataques, o investigado acabou sendo liberado pela autoridade policial sob a avaliação preliminar de que a infração possuía menor potencial ofensivo. A soltura gerou revolta e apreensão entre os condôminos.
O cenário mudou quando os investigadores colheram os relatos formais de testemunhas e analisaram a gravação do elevador, obtida no fim do mesmo dia. Diante da brutalidade comprovada, a Polícia Civil representou pela prisão temporária de Lucas, prontamente autorizada pela Justiça. Ele foi capturado e autuado por tentativa de feminicídio, violação de domicílio, lesão corporal, ameaça e resistência.
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Fonte: Portal Extra
