Uma operação aérea emergencial mobilizou a tecnologia para assegurar a alimentação e o bem-estar de primatas que ficaram ilhados na Flórida, nos Estados Unidos. Diante do bloqueio dos caminhos terrestres provocado por severas inundações, cuidadores passaram a realizar entregas de frutas e mantimentos por meio de drones para atender os animais isolados.
Imagens divulgadas registraram o momento em que sacos com alimentos foram soltos pelo equipamento sobre as áreas onde os animais se abrigavam. Logo após o recebimento, um dos primatas foi visto aproveitando bananas frescas. Em outro registro, um chimpanzé aparece repousando sobre um cobertor levado pelo dispositivo aéreo enquanto recebe cuidados de outro companheiro do grupo. Os registros foram compartilhados com créditos de Reprodução/Save the Chimps.
Volume extremo de chuva alagou o santuário
O bloqueio no complexo aconteceu após temporais históricos atingirem a cidade de Fort Pierce, acumulando cerca de 500 milímetros de água em apenas 36 horas. Esse índice representa metade de toda a chuva esperada para o período de um ano na região, sobrecarregando os canais que cortam a propriedade de 60 hectares.
Com as pistas e trilhas completamente inundadas, a locomoção de equipes para abastecer e monitorar os 200 animais resgatados tornou-se inviável pelos métodos rotineiros. Atualmente, os deslocamentos essenciais exigem o emprego de tratores, reboques especiais e veículos pesados adaptados para terrenos acidentados e submersos.
Segurança dos primatas e liderança no resgate
Apesar do isolamento geográfico forçado pela subida das águas, a direção da entidade tranquilizou o público sobre as condições dos recintos. “Os chimpanzés, que vivem em ilhas com abrigos situados em áreas mais elevadas, estão seguros”, afirmou Ana Paula Tavares, CEO do santuário. “No entanto, com a água da enchente estagnada por toda a propriedade e arredores, tem sido um grande desafio para nossa equipe chegar ao local de trabalho, quanto mais realizar suas tarefas”, emendou a brasileira.
A gestora possui ampla bagagem na conservação da vida silvestre, tendo crescido perto de áreas florestais no litoral brasileiro. Antes de assumir o comando do refúgio de primatas, Ana Paula atuou na direção executiva da Audubon New York and Connecticut e dedicou 18 anos de sua carreira à organização internacional Rainforest Alliance.
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Fonte: Portal Extra
