Um pesquisador especializado em insetos adotou uma rotina extrema para avançar nos estudos sobre controle de pragas na Inglaterra.
Com uma criação de 60 mil percevejos, o especialista reserva momentos específicos em sua rotina semanal para permitir que os parasitas se alimentem diretamente de seu corpo.
Rotina extrema na ciência
O entomologista Richard Naylor, de 45 anos, realiza sessões em que fixa alguns dos insetos em seu próprio braço durante o expediente. Além disso, ele chega a dormir em uma estrutura separada no jardim de sua residência para avaliar a eficácia de novos repelentes e equipamentos de proteção.
O morador de Forest of Dean, em Gloucestershire, comanda uma instituição sem fins lucrativos voltada para o estudo desses parasitas, a Bed Bug Foundation.
Imunidade após milhares de picadas
Embora enfrente quadros pontuais de anemia, o britânico afirma que já foi alvo dos insetos “milhões de vezes nos últimos 25 anos” e que desenvolveu resistência total aos sintomas alérgicos comuns.
“Não reajo mais às picadas. Aparentemente, são necessárias cerca de 40 mil picadas para que o corpo pare de reagir aos percevejos”, explicou ele, de acordo com o “Sun”. “No meu caso, isso aconteceu há mais de uma década. Portanto, já faz muito tempo que não apresento reações. Com o passar do tempo, o sistema imunológico simplesmente para de reagir a elas”, acrescentou ele.
Contexto da praga urbana
Estes insetos de hábitos noturnos costumam se abrigar em colchões, estofados, vestimentas e peças de tecido, deixando marcas avermelhadas e coceira intensa ao picar a pele humana.
O problema é recorrente em território britânico, com alta incidência em centros urbanos como Londres, gerando milhares de chamados anuais para empresas especializadas em desinsetização, a exemplo da JG Pest Control.
Imagem: Percevejos de cama / Reprodução/Facebook
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Fonte: Portal Extra
