A detenta Christa Pike, de 50 anos, está internada na enfermaria do Centro de Reabilitação Debra K. Johnson, em Nashville, desde o dia 9 de outubro, após retornar de um hospital particular. Ela sobreviveu a duas tentativas de execução no Tennessee em 30 de setembro.
A defesa da condenada aponta que o Estado desrespeita um acordo judicial firmado em 2024 ao mantê-la isolada, sem acesso a refeições coletivas, atividades recreativas, trabalho ou convívio social. Em contrapartida, as autoridades negam as acusações e defendem que a detenta segue as normas aplicáveis à unidade de saúde. O governo estadual apresentou um documento justificando que
“Christa Pike não está sendo alvo de tratamento inadequado. Pelo contrário, ela tem recebido visitas de seus advogados e de seu orientador espiritual, estando sujeita às mesmas políticas e procedimentos de visitação aplicáveis a qualquer outra detenta na enfermaria”
.
O acompanhamento espiritual é realizado pelo reverendo Mikey Noechel, líder budista do Wild Heart Meditation Center, localizado em East Nashville. Relatórios médicos indicam que Christa apresenta ferimentos graves, necessitando de suporte médico integral, 24 horas por dia. O diretor médico do Departamento Correcional do Tennessee, Eduardo Ortiz, detalhou em declaração juramentada ao “NY Post” que a paciente tem acesso constante a profissionais e equipamentos especializados, sendo avaliada diariamente sem previsão de alta.
As autoridades penitenciárias explicaram que a detenta manifestou o desejo de ser transferida para a Unidade 3A, voltada para presas com mobilidade reduzida. Contudo, o espaço funciona como uma casa de repouso e não possui estrutura para o tratamento intensivo exigido pelo estado de saúde atual de Christa. Ela está no corredor da morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em 1995.
O cenário político no Tennessee sofreu alterações com a eleição da republicana Marsha Blackburn como governadora na terça-feira (3/11). Conhecida por defender rigidamente a pena capital, ela derrotou a democrata Jerri Green e criticou fortemente a sobrevivência da detenta, afirmando:
“Esta situação é trágica. Christa Pike deveria ter sido executada há muito tempo. Agora, esse processo fracassado prolonga o sofrimento da família de Colleen Slemmer.”
A nova governadora exigiu uma investigação sobre o caso e o retorno do uso da cadeira elétrica. O crime foi cometido em 1995, quando Christa, o então namorado Tadaryl Shipp e a amiga Shadolla Peterson torturaram e mataram a vítima por motivações passionais. Tadaryl cumpre pena ampliada após incidentes na prisão, enquanto Shadolla obteve liberdade condicional após colaborar com as investigações.
(Foto: Da esquerda para a direita: Christa Pike, Tadaryl Shipp e Shadolla Peterson à época do crime / Reprodução)
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Fonte: Portal Extra
