Um médico especializado em urologia infantil é alvo de graves denúncias após investigações policiais apontarem que ele registrou imagens íntimas de pacientes durante a realização de procedimentos médicos. O caso ganhou repercussão internacional e gerou forte comoção entre pais e responsáveis pelas vítimas.
Descoberta de arquivos na nuvem
O investigado, identificado como Bryan Shanley Sack, exercia suas funções em Ohio, nos Estados Unidos. Ele havia sido detido em Ann Arbor, no estado de Michigan, durante o mês de fevereiro, ocasião em que foi sumariamente desligado de suas funções sob acusações de crimes sexuais contra menores, após autoridades identificarem mais de 100 registros de abuso infantil. Além da atuação clínica, ele também lecionava na Universidade de Michigan.
Com o avanço das diligências policiais, os agentes vasculharam uma conta mantida pelo médico em um serviço de armazenamento digital. No local, foram encontrados mais de 27 mil arquivos contendo registros de menores, sendo 1.291 catalogados como material de abuso sexual infantil. Conforme apontado pelas autoridades, o material continha “fotos em close dos genitais de crianças, feitas durante procedimentos cirúrgicos pediátricos”.
Ações judiciais contra hospitais
Diante dos desdobramentos, o médico passou a ser alvo de ações civis movidas pelos responsáveis de 13 crianças afetadas, conforme reportado pelo canal Live5News. Além do profissional da saúde, figuram como réus nas ações o Nationwide Children’s Hospital Toledo e o Mercy Health St. Vincent Medical Center, locais onde o urologista prestava atendimento.
Os relatos processuais detalham o modus operandi utilizado durante os atendimentos clínicos. A denúncia afirma que, em muitos casos, as crianças foram “separadas dos pais, ficando a sós com Bryan Sack, despidas ou sob efeito de anestesia”.
Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial / Banco de imagens padrão.
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Fonte: Portal Extra
