A Defesa Civil Nacional utilizou suas plataformas digitais neste domingo (8) para acalmar os moradores diante da repercussão gerada pela recomendação de montar um kit de suprimentos para situações imprevistas, enfatizando que a diretriz tem caráter estritamente preventivo e não deve gerar alarmismo.
“Calma! Falar de kit de emergência não é sinal de perigo, é sinal de que prevenir faz parte da rotina”, destacou a postagem oficial do órgão, que também suplicou para que “não criemos pânico” entre os cidadãos.
A manifestação ocorre após uma postagem anterior, veiculada dois dias antes, que incentivava a população a separar mantimentos essenciais, justificando que em cenários de catástrofes severas o socorro oficial pode demorar a ser prestado.
Conforme as diretrizes divulgadas, o conjunto de suprimentos deve ser capaz de suprir as demandas fundamentais de cada indivíduo por um período de 72 horas, incluindo itens essenciais como dois litros de água por dia para cada pessoa, alimentos não perecíveis — a exemplo de enlatados e frutas secas —, além de remédios regulares e para primeiros socorros.
A campanha gerou debates intensos na internet, dividindo opiniões entre internautas que taxaram a medida como exagero e aqueles que manifestaram apreensão com a possibilidade de algum evento catastrófico iminente.
Em comunicado emitido no sábado à noite, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, pasta responsável pela Defesa Civil, reforçou que a sugestão do kit “não está relacionada a qualquer alerta nacional ou a uma previsão de interrupção generalizada nos serviços públicos ou de abastecimento”.
“A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) divulga regularmente orientações gerais de autoproteção para diferentes situações de emergência e desastres, incluindo recomendações sobre como agir em diversos cenários de risco”, complementou a pasta ministerial.
Registros indicam que alertas com o mesmo teor já haviam sido divulgados anteriormente nos canais oficiais de comunicação da instituição, a exemplo das postagens feitas em 16 e 29 de março, além de 3 de abril.
Enquanto afasta qualquer cenário de alerta generalizado, o governo federal mantém o acompanhamento rigoroso da instabilidade climática na região Sul, onde tempestades e alagamentos provocaram danos significativos.
Santa Catarina e Rio Grande do Sul contabilizaram a formação de sete tornados recentemente, com ventanias superiores a 100 km/h, e as autoridades apuram a ligação de quatro mortes com as intempéries, enquanto o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve alerta vermelho para o clima severo na área.
Imagem ilustrativa de kit de emergência. Foto: Divulgação / Defesa Civil Nacional.
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Fonte: Agência Brasil
